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Entre palcos e cidades: como Rio e São Paulo vivem os bastidores dos grandes festivais

  • Foto do escritor: Alunos UVA
    Alunos UVA
  • 23 de nov. de 2025
  • 10 min de leitura

Atualizado: 1 de dez. de 2025

Mais do que diversão, eventos como Rock in Rio, Todo Mundo no Rio, The Town e Lollapalooza transformam a economia, a rotina e o imaginário urbano das duas maiores metrópoles do país.

Por Ana Luiza Duarte e Isabel Menezes de Brito Leal Ferreira


Legenda: Fachada do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. (Reprodução: Isabel Menezes)
Legenda: Fachada do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. (Reprodução: Isabel Menezes)

1. O som que move as cidades


O Brasil se consolida como um dos principais destinos de grandes festivais de música, movimentando não apenas o entretenimento, mas também a economia, o turismo e a cultura urbana. Entre os protagonistas estão o Rock in Rio e o Todo Mundo no Rio, na capital fluminense e o Lollapalooza e The Town, em São Paulo — eventos que reúnem milhões de pessoas e colocam as duas maiores metrópoles do país no mapa global dos megaeventos.

Segundo o site oficial do Rock in Rio, em 2024, o festival recebeu 730 mil pessoas e gerou 32,6 mil empregos diretos e indiretos. O show de Lady Gaga, em maio de 2025, atraiu 2,1 milhões de pessoas à praia de Copacabana, de acordo com a Prefeitura do Rio de Janeiro. Já em São Paulo, o Lollapalooza reuniu 240 mil pessoas em três dias e o The Town, 425 mil em cinco dias, elevando em 19% o comércio local, segundo o Itaú Unibanco.


Esses festivais vão além da diversão — transformam o cotidiano urbano, interferem na mobilidade, na infraestrutura e até na forma como os moradores se relacionam com a cidade. Entre bastidores e experiências pessoais, esta reportagem mostra como Rio e São Paulo vivem o impacto — e a magia — trazendo eventos que colocam o Brasil no circuito mundial da música.


2. Nos bastidores do espetáculo


A gestora de eventos do clube de benefícios Club do Rock in Rio e The Town, Jully Suarez, explicou que a organização de um evento desse porte leva anos e envolve uma grande estrutura operacional. Segundo ela, a Rock World, responsável também pelo Lollapalooza e pelo The Town, inicia o planejamento de cada festival logo após o encerramento do anterior, em processos que podem levar de dois a três anos. “Depois do The Town, começamos a montar o Lolla, com contratos, orçamentos e definição de estruturas”, relatou.


Jully destacou que o Rock in Rio, com mais de quarenta anos de história, funciona em um ciclo contínuo de aprimoramento: “Muitas coisas são reaproveitadas, outras melhoradas e várias mudadas.” explicou. A estrutura é dividida em diversas áreas, como arquitetura, logística e contratação de artistas, exigindo um trabalho coletivo intenso. “Nem mesmo o Roberto Medina, criador do festival, é responsável por tudo”, comentou.


Atuando na equipe do Club, Jully contou que o principal desafio logístico foi substituir o benefício de entrada antecipada de 30 minutos, suspenso após atrasos em passagens de som no The Town. “Houve atrasos nas passagens de som e não conseguimos liberar a entrada antecipada, o que gerou insatisfação, então preferimos cancelar porque era algo que não podíamos controlar”, explicou.


Legenda: Jully Suarez,  gestora de eventos do clube de benefícios ‘Club’ do Rock in Rio e The Town (Reprodução: Arquivo Pessoal) 
Legenda: Jully Suarez,  gestora de eventos do clube de benefícios ‘Club’ do Rock in Rio e The Town (Reprodução: Arquivo Pessoal) 

Sobre os imprevistos climáticos, a gestora destacou que a chuva é algo fora do controle, embora a equipe se esforce para minimizar os impactos. O Parque Olímpico conta com um sistema de drenagem eficiente, herdado das Olimpíadas, e com espaços cobertos — como o Gourmet Square e o lounge do Club — que oferecem abrigo ao público. “Nas lojas vendem capas de chuva e há muitos espaços abrigados”, comentou. 


Além disso, as estruturas de palco e som são preparadas para resistir às intempéries, com equipes técnicas qualificadas — muitas delas vindas de fora — garantindo que os shows não precisem ser interrompidos. “A gente tem uma estrutura de audiovisual, principalmente dos palcos, muito boa, pra ser o mais resistente à chuva possível, pra não precisar parar um show por causa de chuva, etc.”, afirmou Jully.


A assistente contábil Rayane Siqueira, responsável pela área financeira e fiscal de uma das empresas parceiras do Rock in Rio, explicou que o planejamento começa assim que termina a edição anterior. A etapa logística inclui ampla pesquisa por fornecedores marítimos, aéreos e de galpões, buscando o melhor custo-benefício e eficiência. “Apesar de sempre ser no mesmo local, essa parte precisa ser aperfeiçoada para melhorar o serviço e enxugar custos”, afirmou.


Em relação aos desafios da última edição, Rayane destacou a adaptação às mudanças da legislação tributária brasileira. “Otimizar os custos da operação de acordo com a legislação fiscal é essencial. Mudanças tributárias ocorrem o tempo todo, e estar de acordo com elas é indispensável”, explicou.


A Rock World é o nosso maior cliente. São muitos artistas, equipes e fornecedores diferentes para que tudo saia conforme o planejado”, ressalta Rayane Siqueira sobre o que diferencia o Rock in Rio de outros festivais. (Reprodução: Arquivo Pessoal)
A Rock World é o nosso maior cliente. São muitos artistas, equipes e fornecedores diferentes para que tudo saia conforme o planejado”, ressalta Rayane Siqueira sobre o que diferencia o Rock in Rio de outros festivais. (Reprodução: Arquivo Pessoal)

3. O espetáculo que move a economia


Por trás dos palcos e das luzes que atraem multidões, há uma engrenagem que impulsiona a economia e gera oportunidades de trabalho para milhares de pessoas. No Rock in Rio, a estrutura envolve cozinheiros, seguranças, faxineiros, atendentes, técnicos e diversos profissionais terceirizados que garantem o funcionamento do festival.


Fhelipy Lima Ribeiro foi contratado por uma empresa terceirizada para atuar no Bob’s dentro da Cidade do Rock. Ele exerceu três funções durante o evento — da logística de alimentos à entrega de bebidas nos camarins. “Fui auxiliar de logística de alimentos, trabalhei no forno preparando hambúrgueres e controlando pedidos. Depois, fiquei responsável por entregar bebidas, como água e milk-shake, nos camarins”, contou.


Apesar da experiência positiva, ele aponta que o maior desafio foi a falta de transporte adequado para os funcionários. “Na época não havia condução exclusiva. Eu precisava chegar às nove da manhã, mas tinha que sair bem mais cedo e pegar o mesmo ônibus que o público. Muitas vezes lotava e eu quase me atrasava”, relatou.

Legenda: Fhelipy Ribeiro, contratado como funcionário do Bob’s no Rock in Rio. (Reprodução: Arquivo Pessoal)
Legenda: Fhelipy Ribeiro, contratado como funcionário do Bob’s no Rock in Rio. (Reprodução: Arquivo Pessoal)

Mesmo com as dificuldades, Fhelipy avaliou a vivência como recompensadora. “Podíamos assistir aos shows fora do horário de trabalho, usar a tirolesa, participar das atrações e ainda tínhamos direito à alimentação. “Foi incrível ver tudo de perto e ainda ser pago para isso.”, relembra.


“No primeiro dia, ninguém sabia o que eu tinha que fazer. Aprendi sozinho a função de abastecer os quiosques e, no dia seguinte, precisei treinar outras duas pessoas. Foi tudo meio improvisado”, relembrou Fhelipy sobre sua rotina de trabalho no Rock in Rio. (Reprodução: Arquivo Pessoal).
“No primeiro dia, ninguém sabia o que eu tinha que fazer. Aprendi sozinho a função de abastecer os quiosques e, no dia seguinte, precisei treinar outras duas pessoas. Foi tudo meio improvisado”, relembrou Fhelipy sobre sua rotina de trabalho no Rock in Rio. (Reprodução: Arquivo Pessoal).

Lucas Augusto de Souza Ferreira, comerciante na Praia de Copacabana há cerca de três anos, contou que trabalha no local desde antes dos grandes eventos realizados em Copacabana. Ele relembrou o show de Lady Gaga, em maio, e descreveu o momento como caótico. “Aquela fila, aquela muvuca toda... foi uma bagunça”, disse. 


Legenda: Lucas Augusto de Souza Ferreira na Praia de Copacabana. (Reprodução: Isabel Menezes)
Legenda: Lucas Augusto de Souza Ferreira na Praia de Copacabana. (Reprodução: Isabel Menezes)

Ao ser questionado sobre os efeitos do evento no comércio local, o ambulante explicou que, passado o período de alta movimentação, as vendas diminuíram de forma significativa. Segundo ele, o faturamento caiu de forma expressiva: “Deu uma diminuída bem legal, acredito que mais da metade depois do evento.”, explicou


O vendedor ressaltou que o público da região varia conforme o dia da semana: “Durante a semana vem mais moradores, no fim de semana é mais turista.”, relatou. Ele também contou que costuma atender estrangeiros e que consegue se comunicar com eles com certa facilidade. “Tenho um pouquinho de conhecimento de inglês e um pouco de espanhol, então dá pra desenrolar com os turistas”, explicou


Legenda: Praia de Copacabana. (Reprodução: Isabel Menezes)
Legenda: Praia de Copacabana. (Reprodução: Isabel Menezes)

Esses relatos mostram o quanto grandes festivais movimentam a economia local, mas também evidenciam os desafios de inclusão e estrutura enfrentados pelos profissionais temporários. Cada edição não apenas impulsiona o turismo e o comércio, como também cria uma rede de trabalho que sustenta o espetáculo — uma engrenagem essencial para que a música, de fato, mova a cidade.


4. Turismo em ritmo de festival


Enquanto nos bastidores o trabalho não para, nas ruas e nas praias o reflexo é visível: o turismo ganha força e transforma o cenário urbano. A cada nova edição de um grande festival, o mapa das cidades se redesenha. As metrópoles respiram música e recebem um fluxo intenso de visitantes que movimentam hotéis, bares, restaurantes e transporte público. O turismo se torna parte essencial da engrenagem desses eventos, transformando o espetáculo em uma experiência que ultrapassa os limites dos palcos.


Em São Paulo e no Rio de Janeiro, o impacto é evidente. De acordo com o Observatório de Turismo de São Paulo, em março de 2025 — mês em que ocorreu o Lollapalooza — a cidade registrou faturamento de R$ 2,7 bilhões no setor turístico, com taxa de ocupação hoteleira de 60,6% e 3,7 milhões de visitantes, sendo 249 mil internacionais e 3,4 milhões nacionais. Já no Rio de Janeiro, durante o Todo Mundo no Rio, em maio de 2025, o turismo também movimentou a economia local. Segundo o Observatório de Turismo do Rio de Janeiro, a Secretaria Municipal de Turismo e o Observatório Econômico Rio o período gerou 22,35 milhões de reais no setor turístico, com taxa de ocupação hoteleira de 86,6% e 1,08 milhões de visitantes, sendo 147.957 internacionais e 935.081 nacionais.


Legenda: Infográfico dos dados de comparação da última edição do Lollapalooza e The Town
Legenda: Infográfico dos dados de comparação da última edição do Lollapalooza e The Town

Matheus Moraes, enfermeiro licenciado pela USP, mora no interior de São Paulo e contou que já havia visitado o Rio de Janeiro antes e, por isso, conhecia o trajeto e a logística da viagem. “Como eu já tinha ido antes, sabia mais ou menos como funcionava tudo”, explicou. Ele saiu de Jardinópolis, no interior de São Paulo, e pegou um ônibus até Ribeirão Preto, de onde partem as opções de transporte interestadual.


“A passagem de ida e volta ficou em torno de R$300, saindo de Ribeirão Preto até o Rio”, contou Matheus sobre o benefício da ID Jovem, que oferece 50% de desconto em passagens interestaduais. (Reprodução: Arquivo Pessoal).
“A passagem de ida e volta ficou em torno de R$300, saindo de Ribeirão Preto até o Rio”, contou Matheus sobre o benefício da ID Jovem, que oferece 50% de desconto em passagens interestaduais. (Reprodução: Arquivo Pessoal).

O trajeto, de cerca de 12 horas, foi descrito como longo, mas tranquilo. “Aproveitei pra levar alguns lanches, o que ajudou a economizar durante o percurso.”, explicou. Durante o deslocamento, gastou cerca de R$60 com alimentação e optou por refeições simples. No destino, os custos foram um pouco maiores, mas ainda dentro do esperado.


Ele avaliou que, no geral, foi uma viagem acessível e bem planejada. “Exigiu bastante organização, mas nada complicado. Como já tinha experiência anterior, consegui me virar bem e não tive grandes dificuldades”, concluiu.


5. O público no olho do espetáculo


O estudante de engenharia química da UFRJ, Davi Carvalho, relembrou sua experiência no show da Lady Gaga em Copacabana como surpreendentemente tranquila. Apesar da multidão, o ambiente se manteve confortável e bem organizado. “Muita gente, tava cheio, mas tava confortável, não tava terrível, em nenhum momento eu quase morri”, comentou. O transporte também foi eficiente: “O metrô funcionou até mais tarde e havia ônibus circulando por rotas específicas. Não passei perrengue”, compartilhou.


Segundo Davi, a presença policial foi constante — inclusive com cavalaria em estações e ruas próximas — o que contribuiu para a sensação de segurança. O ponto negativo, porém, foi a saída: “A saída foi terrível, tipo aquele monte de gente. Fiquei uns 40 minutos rodando em Copacabana sem saber pra onde ir”, contou. Ele também relatou ter presenciado um furto e se preocupado em proteger seus pertences: “Enrolei meu celular numa corda e botei no pescoço. Foi chato ficar tenso o tempo todo.”, expressou.


“Acho que a maior experiência foi ver a Lady Gaga, ouvir Vanish Into You ao vivo, fritar ao som de Born This Way com meus amigos foi uma experiência inesquecível e o Battle Egg, o Battle Egg foi sensacional”, relembrou Davi sobre sua experiência no show. (Reprodução: Arquivo Pessoal)
“Acho que a maior experiência foi ver a Lady Gaga, ouvir Vanish Into You ao vivo, fritar ao som de Born This Way com meus amigos foi uma experiência inesquecível e o Battle Egg, o Battle Egg foi sensacional”, relembrou Davi sobre sua experiência no show. (Reprodução: Arquivo Pessoal)
Legenda: Davi curtiu o show da Lady Gaga em Copacabana com amigos, ao som de Bad Romance. (Reprodução: Arquivo Pessoal)

Davi afirmou não ter se sentido inseguro, mas relatou um episódio de assédio que o deixou desconfortável. “Algumas pessoas fizeram assédio comigo, ficaram falando coisas obscenas no meu ouvido”, contou. Sobre acessibilidade, ele disse não lembrar de espaços reservados para pessoas com deficiência, mas ressaltou sua importância.


Legenda: Davi Carvalho e seus amigos no show da Lady Gaga, em Copacabana (Reprodução: Arquivo Pessoal)
Legenda: Davi Carvalho e seus amigos no show da Lady Gaga, em Copacabana (Reprodução: Arquivo Pessoal)

O estudante de matemática aplicada pela UFRJ, Lukas Cabral Almeida, é uma pessoa do espectro autista e descreveu a experiência em Copacabana como desconfortável, mas ressaltou que poderia ter sido pior. “Acho que ninguém espera que um show lotado seja o ambiente mais amigável para um autista, mas poderia ter sido bem pior”, afirmou.


Durante o evento, ele desenvolveu estratégias para lidar com a superestimulação. “Toda vez que eu sentia que estava ficando hiperestimulado, tentava me abaixar e ficar abaixo do nível das pessoas. A área abaixo do ombro da maioria já era mais calma e tranquila”, explicou.


“Obviamente não foi pensado pra pessoas como eu, mas 99% dos lugares em que sou obrigado a ir também não são”, comentou Lukas Cabral sobre a falta de planejamento dos grandes eventos para pessoas neurodivergentes. (Reprodução: Arquivo Pessoal.)
“Obviamente não foi pensado pra pessoas como eu, mas 99% dos lugares em que sou obrigado a ir também não são”, comentou Lukas Cabral sobre a falta de planejamento dos grandes eventos para pessoas neurodivergentes. (Reprodução: Arquivo Pessoal.)

Segundo o estudante, a experiência foi desgastante e exigiu um período de recuperação emocional. “É comum que depois eu fique um tempo sem conseguir nem conversar com ninguém. A maioria dos ambientes sociais demanda muita energia, e quando eu me forço a ficar neles é como se eu tivesse uma ressaca social”, relatou.


Mesmo reconhecendo os desafios, ele ponderou que, por se tratar de um evento gratuito e realizado em uma praia, seria difícil propor grandes mudanças estruturais. “É um show onde você fica onde quer, não tem muito como melhorar sem mudar tudo completamente”, afirmou. Para ele, a principal questão está na falta de empatia do público. “O mais correto seria as pessoas entenderem que, quando alguém precisa sair, geralmente tem um motivo pra isso”, concluiu.


No Rock in Rio, a repórter cinematográfica da Globo Anne Poly, destacou a boa organização e a limpeza do evento. “Estava tudo limpo o tempo todo, sempre havia alguém responsável por higienizar o espaço”, contou. Segundo ela, o festival ofereceu acesso adequado, já que havia um grande público presente.


Anne elogiou a oportunidade de assistir a artistas renomados e vivenciar a alegria do público. “Você vê a felicidade das pessoas, é um ambiente muito bom.” Em contrapartida, apontou o alto custo dos produtos e a sensação de insegurança diante de relatos de furtos. “Os preços eram altos, mas compreensíveis. E havia reclamações de furtos”, disse.


Legenda: Anne Poly, repórter cinematográfica da Globo. (Reprodução: Arquivo Pessoal).
Legenda: Anne Poly, repórter cinematográfica da Globo. (Reprodução: Arquivo Pessoal).

Ela também presenciou uma briga entre um casal, o que gerou desconforto, mas não interferiu em seu trabalho, já que estava acompanhada por um segurança. “Durante as gravações, um segurança me acompanhava, então me senti mais protegida”, relatou. Anne destacou ainda o cuidado da organização com a acessibilidade. “Cheguei a produzir algumas pautas sobre o tema antes mesmo do início do Rock in Rio e pude observar de perto como a equipe se atentou a isso”, afirmou.


Os grandes festivais reafirmam o papel do Brasil como um dos principais centros de cultura e entretenimento do mundo. Entre planejamento, desafios logísticos e impactos econômicos, Rio e São Paulo continuam a mostrar que a música é também um motor social — que impulsiona o turismo, gera empregos e transforma o cotidiano urbano. Mais do que diversão, cada evento se consolida como parte do tecido econômico e simbólico das cidades






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