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Como as diferentes gerações passam por problemas de saúde mental

  • Foto do escritor: Alunos UVA
    Alunos UVA
  • 1 de dez. de 2025
  • 12 min de leitura

Por Maria Eduarda Vianna e Mariana Vitorino


Milena Soares recorda um episódio de ansiedade que nunca irá se esquecer: em uma manhã de grande expectativa, ela estava à beira de um colapso nervoso. Jogada em um canto escuro da escola, onde ninguém poderia encontra-lá, ela tentava fugir do resultado que definiria sua aprovação para o terceiro ano do ensino médio. A ideia de ter ido mal na prova fazia todo o seu corpo tremer em espera, ela não conseguia fazer nada além de oscilar entre chorar e se esconder. Era sempre assim, quando precisava lidar com a escola e seus resultados, a ansiedade sufocava qualquer pensamento racional, tornando tudo mais assustador. ”Eu tenho lembranças de estar na minha cozinha largada no chão chorando muito com medo de não me sair bem” diz Milena. Por sorte, um amigo de sua confiança a encontrou e ela decidiu que seria melhor encarar a situação. Ela respirou fundo e fingiu um controle que ainda não tinha, recebeu sua nota e vendo que tinha conseguido um bom resultado, se sentiu constrangida com seu descontrole emocional, visto que toda a ansiedade anterior não era necessária. 


Talvez muitos jovens se identifiquem com o sentimento de Milena, afinal, a busca por validação acadêmica pode ser uma grande pressão para a mente dos estudantes. Foi tentando entender como as diferentes gerações lidam com seus problemas de saúde mental que realizamos uma pesquisa sobre o tema:



Os resultados, que concentram a maioria dos diagnósticos em uma faixa etária, mostram que muitos jovens lidam com problemas de saúde mental e até buscam se diagnosticar. Porém, eles não são o único quantitativo a apresentar resultados preocupantes nesse quesito.



A Diana Lúcia, por exemplo, faz parte da geração X (nascidos entre 1965-1980) e, apesar da diferença de idade, sua história pode se relacionar com a de Milena. Mesmo após os 40 anos, ela ainda enfrenta momentos em que não consegue controlar seus sentimentos diante da própria ansiedade. “Muitas das vezes deixei de ir a compromissos sérios por conta da ansiedade, mesmo sabendo que minha presença era importante”, diz Diana. Certa noite, ela viveu o pior momento de ansiedade e medo de sua vida, ela relata. Quando decidiu sair de carro com o marido para visitar uma tia, três assaltantes perturbados os abordaram e apontaram armas para a cabeça dela e de seu marido, o assalto foi rápido, eles levaram o veículo e foram embora, mas a sensação de ameaça permaneceu. Na manhã seguinte, o acontecido veio como um gatilho, a ansiedade a fez sentir muitas dores no corpo, ela chorava compulsivamente, o sentimento de impotência e desespero se alastrou por dias, durante sua pior crise de ansiedade.


De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a saúde mental é um estado de bem-estar que permite às pessoas lidarem com o estresse da vida, reconhecer suas habilidades, aprender e trabalhar bem, e contribuir para a comunidade. Fatores individuais, familiares, comunitários e estruturais podem se combinar para proteger ou prejudicar a saúde mental. Em 2021, 359 milhões de pessoas viviam com um transtorno de ansiedade, incluindo 72 milhões de crianças e adolescentes. Os problemas de saúde mental podem dificultar todos os aspectos da vida, incluindo os relacionamentos com a família, amigos e comunidade. Podem resultar de problemas na escola e no trabalho, ou levar a eles.


 Em 2019, 970 milhões de pessoas em todo o mundo viviam com algum transtorno mental, sendo a ansiedade e a depressão os mais comuns (fonte: OMS/2025)


Nesse contexto, a psicóloga Mary Ruth, analisa como as diferentes gerações divergem ao lidar com a saúde mental: “a forma como cada grupo enfrenta esses problemas de saúde mental varia e é importante compreender como cada geração percebe e reage às dificuldades”. Segundo ela, a geração Y (nascidos entre 1980 e 1995) sente muita pressão com o sucesso profissional e conquistas pessoais. A geração Z (1995 - 2010) demonstra maior preocupação com a saúde mental e mostra interesse no tratamento psicológico. Já a geração Alpha (2010-2025), vive em um ambiente hiperconectado e imerso com as tecnologias, onde, de forma híbrida, mantém seus relacionamentos e até a busca por saúde mental, com isso, discutem mais sobre o assunto e buscam informações para se sentirem mais saudáveis e mais independentes, mesmo ainda dependendo muito das gerações anteriores.



Além disso, como observado no gráfico, mesmo sem possuir um diagnóstico médico, muitas pessoas acreditam possuir algum problema de saúde mental, mas ainda assim, não buscam ajuda psicológica.


“As gerações mais antigas, como a geração X, não são tão abertas ao tratamento, elas acham que é frescura e não reconhecem o próprio estado de saúde mental. Buscando ajuda em coisas que consideram terapêutico, mas não são, de fato, a psicoterapia e acabam não tratando com seriedade. Por exemplo, se você quebra uma perna, você procura um ortopedista, mas se você está com problemas de saúde mental, tenta resolver de outras formas: gastar em compras ou sair para beber. A nossa sociedade pensa que, por ser no âmbito da saúde mental, que é algo abstrato, não precisam cuidar com seriedade, principalmente os mais velhos,” diz a psicóloga e pedagoga, Jéssika Prattes.

Desde a Idade Média, as pessoas com problemas de saúde mental eram afastadas, desumanizadas e marginalizadas pela sociedade. Esse estigma persistiu pelas próximas gerações e refletiu na vida de pessoas que sofrem com problemas de saúde mental, mas deixaram de procurar ajuda por medo de expor fragilidade.


Esse pensamento estigmatizado interferiu na história da Milena, que nunca buscou ajuda psicológica por conta da mãe, que não acreditava nos sintomas de ansiedade da mesma: “a ansiedade vai escalando até chegar no momento do surto, eu entendo que eu preciso procurar um terapeuta, mas até hoje não fui em uma consulta.” Ela diz que sua mãe costumava minimizar seu estado emocional e fazer comparações com outras pessoas. A descredibilidade por parte da mãe é, até hoje, motivo de desânimo para buscar tratamento.


José Ferreira, de 38 anos, é outro que demorou a buscar ajuda porque enfrentou muito preconceito dos seus pais na adolescência. Sua mãe, na época, não entendia o que era depressão e o pressionava dizendo que “homem não pode perder tempo com essas coisas”. Este pensamento é a junção de dois preconceitos: com a saúde mental e com o gênero masculino no estado emocional. 


Nesta conjuntura, é importante analisar que a parcela mais afetada da sociedade são os homens. Segundo dados do Ministério da Saúde, o suicídio é três vezes mais incidente entre eles. Esse dado é o reflexo de uma sociedade machista, que desincentiva demonstrações de fragilidade masculina desde a infância, acostumando meninos a “segurarem o choro” e aprenderem a não desabafar. Direcionado especialmente aos homens, esse estigma ainda é comum entre as famílias conservadoras, o que acaba prejudicando ainda mais o estado mental da vítima.


Saúde mental de professores e educadores


Outro cenário de crescente preocupação é entre os profissionais da educação. Uma pesquisa realizada pelo Sindicato dos Especialistas de Educação do Ensino Público Municipal de São Paulo (SINESP) em conjunto com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) coletou respostas de mais de 1500 profissionais da área da educação de escolas municipais, dos quais, 83,9% indicaram o próprio trabalho como principal causador de sentimentos negativos.  

                                                                                                                                  

Um gatilho para esses sentimentos vem do cenário abusivo que professores enfrentam dentro das salas de aula, por exemplo. Quando alunos mostram comportamentos desrespeitosos com o educador. Muitos são os cenários de agressões simbólicas e até mesmo físicas, e esses casos são motivo de desânimo e causadores de sentimentos negativos e prejudiciais para a saúde mental dos profissionais da área da educação.


Aos 20 anos, Luana Ferreira, atua como agente de apoio à educação especial e relata estresse no ambiente de trabalho e a falta de motivação para permanecer na profissão: “como eu trabalho como rede de apoio, eu lido com vários casos diferentes de crianças neurodivergente todos os dias, e é muito complicado, com frequência eu me vejo passando a noite acordada com a cabeça cheia porque eu fico pensando se eu fiz algo de errado, se tinha alguma coisa que eu poderia ter feito diferente”.


Um adendo importante a ser feito aqui é que dormir a quantidade certa de horas ininterruptas, no horário certo do dia, é fundamental para a saúde geral, mental e física, a qualidade do sono é uma parte importante para lidar com o estresse do dia a dia, é o que diz essa pesquisa.



“Quando eu passei no concurso dessa vaga, eu sabia que ia ser difícil. Mas não imaginava que chegaria a esse nível de esgotamento. Essa é minha segunda experiência, mas na minha primeira vez eu só auxiliava um único aluno neurodivergente, ele tinha deficiência intelectual, e eu só ficava com ele, auxiliando as atividades. Mas agora nessa nova escola é uma realidade totalmente diferente, porque eu lido com crianças autistas com um nível de suporte mais alto, então, às vezes, eu tenho que trocar fralda até de crianças mais velhas porque eles não conseguem fazer sozinhos. Além de tudo, têm professoras que não conseguem lidar com o aluno e deixam ele de lado, então nós mediadoras temos que estar sempre a postos. Muitas vezes precisamos parar para beber água, mas não conseguimos porque a criança pode fugir se virarmos as costas e é uma responsabilidade nossa, se alguma coisa acontecer com a criança a culpa é nossa. Minhas colegas de trabalho compartilham desse mesmo sentimento de esgotamento, é um sentimento comum entre todas nós, às vezes nós nos juntamos e desabafamos. Contamos os dias para descansar no período de férias.”


“Uma vez eu chorei junto da minha amiga no trabalho porque nós não estávamos conseguindo lidar com um aluno, não estávamos aguentando, muitas vezes nós pensamos em sair, em desistir porque é uma profissão que exige tudo do profissional. Então eu acho que minha saúde mental está sendo muito prejudicada por conta do meu trabalho, eu ainda nem terminei a faculdade, ainda estou nas primeiras experiências, e já vejo que está sendo muito mais complicado do que pensei. Já pensei em mudar de profissão, todos os dias eu penso. Para ser sincera, eu estou realmente esgotada, eu sempre penso que eu não nasci para isso, que eu não tenho jeito, que eu tenho que aceitar, mas, ao mesmo tempo, eu também sei que não me encontro em outra profissão.”

O caso da Luana, que especificamente cuida de crianças neurodivergentes, não se encaixa no contexto de agressões físicas e simbólicas propositais dos alunos, pois, como a própria diz, não é possível culpá-los por suas atitudes. Apesar disso, a jornada puxada de trabalho, com os desafios exemplificados por Luana, trazem consequências prejudiciais para a saúde mental dos educadores, que precisam ser tratados em ambiente profissional.


Importância e papel da família no processo


O livro da UNICEF “Família brasileira: A base de tudo” reflete sobre o papel da família para os jovens no processo de lidar com saúde mental: “não resta dúvida de que a situação de bem-estar das crianças e dos adolescentes encontra-se diretamente relacionada à possibilidade de manterem um vínculo familiar estável”. Mas, para além dessa perspectiva, as gerações mais velhas também necessitam do apoio familiar para enfrentar o sofrimento mental.


A Teresa Ferreira é mãe do José, que tem depressão, ela reflete: “aprendi que é muito difícil tentar entender e ajudar alguém com depressão, a sociedade não respeita nem a pessoa que passa pelo problema, nem a mãe que tenta ajudar o próprio filho. Dizem que está mimando muito, e julgam muito pela aparência, só por ele ser um homem bonito, descredibilizam a depressão.”


Esse exemplo é uma prova de que a sociedade não entende que a depressão, e outras condições mentais, não se encaixam em estereótipos. Acreditam que uma boa aparência é reflexo de um bom estado mental, quando,  na verdade, a depressão se esconde atrás de sorrisos e de um esforço diário para disfarçar a própria dor e viver dentro de padrões. 



“Na infância ele já mostrava sinais, mas eu achava que com o tempo iria melhorar. Eu não entendia o que era depressão, só depois de muito tempo percebi que era sério de verdade. Ele próprio só percebeu com uns 17 anos, mas não aceitava ajuda. Nessa época, ele passava a noite acordado e só dormia pela manhã. Quando o tio faleceu, ele passou a ter síndrome do pânico e dormia comigo no quarto porque tinha medo e muitas crises.” Diz Teresa.


Os transtornos mentais podem gerar desgaste emocional entre os parentes da vítima. Porém, é essencial que a família exerça a função de acolhimento, por meio do reforço dos laços afetivos, a autoestima do paciente pode ser aumentada, possibilitando melhores condições emocionais para enfrentar a doença. “A família é a base de qualquer indivíduo, é de grande importância o apoio e o acompanhamento no tratamento,” diz a psicóloga Mary Ruth.


A opinião do próprio José é que, apesar da família mostrar preocupação e tentar apoiar, ainda há momentos de incompreensão. “Mas não tem como culpar ninguém por isso. A maioria das pessoas não sabe lidar.” ele diz. “O mais difícil é ouvir alegarem que minhas ações são frescuras."


Com isso, é importante ter em mente que, nos altos e baixos do processo de cura, o papel da família é ser uma base acolhedora para que a pessoa veja que não está sozinha, isso, por si só, é essencial.


Relação entre saúde mental e desemprego


Os problemas de saúde mental também podem impactar o dia a dia de diferentes formas. Um exemplo é no universo do trabalho, que pode ser um grande desafio para muitas pessoas que lidam com crises periódicas e não conseguem equilibrar suas emoções a ponto de não estarem aptas a exercer suas funções de trabalho rotineiras.


A OMS diz que: “a depressão não se confunde com variações normais de humor ou reações emocionais passageiras diante dos desafios cotidianos. Em um episódio depressivo, o indivíduo apresenta humor persistentemente deprimido (tristeza, irritabilidade, sensação de vazio) ou perde o interesse e o prazer nas atividades, durante a maior parte do dia, quase todos os dias, por no mínimo duas semanas.” Outros sinais podem surgir, como dificuldade de concentração, culpa excessiva, baixa autoestima, ideias de morte ou suicídio, alterações no sono, no apetite ou no peso, além de fadiga ou falta de energia.


O José, por exemplo, nunca conseguiu se estabilizar em um emprego por muito tempo, ele acredita que a depressão dificulta muito sua vida profissional: “há momentos que afeta mais a rotina diária, pois não é todo dia que você está bem e nem sempre está motivado a sair da cama em dias de crises mais intensas.”


Ele conta que sente um cansaço constante, dificuldade de concentração e que alguns dias, não consegue realizar tarefas simples como todo mundo faz durante a rotina. “Eu não tenho problemas com entrevistas de emprego, o problema é quando a rotina começa, porque aí podem vir os dias ruins”, ele finaliza.


É importante entender que problemas de saúde mental não significam falta de capacidade. Isso é o que José gostaria que mais pessoas soubessem. Para ele, é necessário mais empatia, flexibilidade e apoio psicológico no ambiente de trabalho. “As empresas estão certas em muitos casos, afinal estão buscando produtividade, pagam pelo serviço do funcionário. Quem sofre tem que buscar tratamento e fazer o que for possível buscando auxílio médico”.


Segundo a psicóloga Mary Ruth, o desemprego pode agravar o estado emocional de uma pessoa, especialmente quando ela já apresenta sinais de fragilidade psicológica. No entanto, ela ressalta que é possível buscar alternativas de cuidado acessíveis e eficazes.


“Sendo assim, recorrer a redes de apoio, como serviços sociais, ONGs, clínicas da família e instituições acadêmicas que oferecem atendimento psicológico gratuito ou com valores sociais, pode ser um caminho importante para evitar o agravamento do quadro e impedir que se desenvolvam problemas mais profundos essas ações ajudam a quebrar, ou ao menos desconstruir o ciclo de sofrimento emocional, favorecendo um processo gradual de reconstrução interna e equilíbrio psicológico.”

A também psicóloga e pedagoga Jéssika Prattes deixa uma dica para conciliar trabalho com saúde mental, ela recomenda o contato com a natureza. Segundo ela, essa prática traz inúmeros benefícios, auxilia na ansiedade, melhora a respiração e promove uma sensação de tranquilidade acessível a todos. “É possível reservar alguns minutos do dia, ou pelo menos uma vez por semana, para se conectar com a natureza. O problema é que muitas pessoas ainda não percebem o quanto isso faz bem; acham que é algo simples ou sem importância”, observa.


Além disso, Jéssika conversa com a opinião de Mary Ruth ao ressaltar a necessidade de ampliar o acesso a tratamentos psicológicos gratuitos e contínuos, por meio do fortalecimento da rede de atenção psicossocial, como os CAPS, e da: “criação de campanhas que não apenas informam, mas também formam a população sobre saúde mental, ajudando a reduzir os estigmas ainda existentes”. Ela defende também a implementação de políticas públicas que ofereçam incentivos e cotas para que empresas acolham pessoas em tratamento, promovendo um ambiente de trabalho mais empático, inclusivo e humano.


Novos caminhos de autocuidado


Apesar do pensamento estigmatizado das gerações antigas, no início do século XX, institucionalizou-se uma nova mentalidade: hoje, o pensamento sobre saúde mental começou a ser fundamentado em princípios racionais e científicos, o que abriu espaço para a possibilidade do tratamento psicoterapêutico. 

A terapia desempenha um papel essencial na vida de pessoas de diferentes gerações que enfrentam problemas de saúde mental, pois oferece um espaço de escuta e acolhimento adaptado às necessidades de cada fase da vida. Entre jovens, pode ajudar a lidar com pressões acadêmicas, identidade e relações sociais; já em adultos, auxilia na gestão do estresse, nos desafios profissionais e nos conflitos familiares; enquanto para idosos, a psicoterapia contribui para enfrentar perdas, solidão e questões ligadas ao envelhecimento. Em todas essas etapas, a terapia funciona como um recurso de fortalecimento emocional, promovendo resiliência, autoconhecimento e estratégias saudáveis para enfrentar os desafios.

Muitas condições de saúde mental podem ser tratadas eficazmente a um custo relativamente baixo. A psicóloga Jéssika recomenda especialmente o contato com a natureza: “As pessoas estão muito em telas, mas nós somos natureza”. Um estudo publicado no The World Journal of Biological Psychiatry (Revista Mundial de Psiquiatria Biológica) reforça essa ideia ao mostrar que atividades ao ar livre e momentos de conexão com a natureza incorporados à rotina diária têm impacto direto no cérebro. A pesquisa aponta que esses hábitos podem aumentar a massa cinzenta no córtex pré-frontal, área responsável pelo planejamento, controle das ações e funções cognitivas.


Por fim, o objetivo deste artigo é trazer uma reflexão sobre a seriedade da saúde mental, como ela pode afetar diferentes gerações, com diferentes realidades e a necessidade de buscar tratamento psicológico. É crucial ressaltar que a saúde mental merece tanta atenção quanto o estado físico de saúde. Ao longo da vida, somos propensos a enfrentar depressão, ansiedade e outros desafios emocionais que precisam ser levados a sério. Uma condição psicológica não se baseia em critérios de idade, cada fase tem suas próprias pressões e vulnerabilidades, e nunca é tarde para buscar ajuda. Conversar sobre tratamento não é um sinal de fraqueza e sim de coragem. Procurar apoio profissional e de familiares é um gesto de respeito consigo mesmo e um passo importante para viver com mais leveza e qualidade de vida. 








1 comentário


Renata Feital
Renata Feital
06 de dez. de 2025

Ficou boa a reportagem. Bem apurada!

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